segunda-feira, 16 de maio de 2011

Governador, deputados cearenses e competidores off-road protestaram contra condições da rodovia



Sobral O protesto em forma de Rally, com a participação do governador Cid Gomes, aconteceu como estava programado, na manhã de ontem. Agora resta saber se o objetivo, a recuperação das estradas federais que cortam o Estado, principalmente a BR-222, será alcançado. Se depender da placa, colocada próxima aonde as autoridades discursaram, em Itapajé, isto já deverá acontecer em meados do mês de junho, período em que cessam as chuvas na região.
O número de participantes, entre competidores profissionais, corredores da Federação Off-road do Ceará e Federação Cearense de Pilotos e Navegadores, além de sócios do Clube do Jipe, Comando Apache, Só Tração, e Rota e Ação; e outros participantes, além de autoridades políticas da região Norte, uma das mais afetadas por conta da buraqueira naquela rodovia, chegou a mais de 200 participantes, segundo os organizadores.
Os carros saíram às 10h30 de Sobral. A primeira parada obrigatória aconteceu entre os Municípios de Irauçuba e Itapajé, em um dos trechos que vinha sendo recuperado e, por apresentar falhas na sua execução, teve que ser interrompido. Em seguida uma parada para discurso na cidade de Itapajé. A terceira e última parada aconteceu no Município de Umirim onde um grupo de pessoas fechou a rodovia por mais de uma hora, até a chegada dos primeiros carros, que viajaram todo percurso sob escolta do Núcleo de Operações Especiais (NEO) da Polícia Rodoviária Federal.
No Município de Itapajé, onde uma grande estrutura foi montada para receber os protestantes, ficou marcado como ponto alto do acontecimento. Momento em que as autoridades aproveitaram para discursar. O primeiro a falar foi o prefeito de Sobral, Veveu Arruda. Falou da importância da rodovia federal para região e parabenizou Cid Gomes pela iniciativa e pelas críticas feitas ao ministro do Transportes, Alfredo Nascimento. "Se vossa excelência precisar de testemunhas, eu serei sua testemunha. Se vossa excelência precisar de um advogado, eu serei seu advogado", disse se referindo a queixa-crime registrada pelo ministro, no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), contra Cid Gomes.
Maior prejudicado: O prefeito de Itapajé, Francisco Marques Mota, disse que seu Município está sendo um dos mais prejudicados por ser considerado a porta de entrada para quem precisa seguir viagem pela BR-222. "A rodovia, nas condições que se encontra, tem trazido grande prejuízo para a economia local" disse o gestor.
O governador Cid Gomes, cumpriu a "prova" como prometeu, dirigindo um veículo 4x4. Na chegada a Itapajé, antes de subir ao palanque, em entrevista coletiva, voltou a criticar o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, como fez na semana passada quando esteve em Sobral. Na ocasião, xingou de "inepto, incompetente e desonesto".
Após participar do Rally, Cid Gomes voltou a dizer que o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) são os responsáveis pelo problema. "Se tem culpados são exclusivamente eles. O ministro dos Transportes e o Dnit são os responsáveis por manter e restaurar as estradas. O que nós queremos é que as BRs tenham estradas em condições de trafegabilidade pela população que sofre todo dia ao ir e vir de Sobral para Fortaleza", disse. Já para multidão, o governador do Ceará, disse que eles encontraram o caminho da Justiça para tentar se livrar de suas responsabilidades, fazendo referências a queixa-crime feita pelo ministro.
Após a palavra das autoridades o organizador do evento, Wellington Macêdo, apresentou à imprensa dois troféus que serão enviados ao Dnit e ao Ministério dos Transportes, pela contribuição que os dois órgãos deram ao número de acidentes nas BRs, no Ceará.
Enquete 

Participação
"Acho louvável a atitude do povo cearense em protestar contra o descaso da BR-222. Quero ver essa rodovia em perfeito estado" ALDENOR FAÇANHA JÚNIOR, Empresário
"Precisamos sair desta situação. O protesto de hoje (ontem) deve ser estendido às rodovias federais que cortam o Ceará" FRANCISCO LINHARES DA PONTE, Comerciante
"Estou aqui como um participante que sonha em ver uma rodovia em perfeito estado de conservação" JÚNIOR FILHO, Competidor de off-road
MAIS INFORMAÇÕES 

Casa Civil - Palácio da Abolição - Av. Barão de Studart, 505

Meireles - Fortaleza (CE)

Telefone: (85) 3466.4000

Wilson Gomes

Colaborador
CONFLITO

Condições da BR-222 cria embate político
Críticas do governador Cid Gomes sobre as rodovias federais geram conflito com ministro dos Transportes
Sobral A ideia de organizar um Rally para protestar contra as péssimas condições da BR-222, entre Fortaleza e Sobral, resultou no principal embate político da semana passada. Depois de criticar o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, de "inepto, incompetente e desonesto" e também chamar de "laia" e "antro de roubalheira" o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), rendeu ao governador do Ceará uma queixa-crime apresentada pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação penal (APN 669) foi impetrada na quarta-feira última.
No mesmo dia, Cid Gomes cumpriu agenda em Brasília, com audiências nos ministérios da Agricultura, Planejamento, Orçamento e Gestão, Fazenda e Integração Nacional. Ficando de fora a situação das BRs, que segundo a assessoria do governador, não estava na pauta das reuniões.
Após reafirmar o que havia dito por ocasião do evento "O governador na minha cidade", sábado, dia 7, Cid Gomes falou mais uma vez que não gosta de polêmica. Disse acreditar que as acusações já atingiram o objetivo, que foi o de trazer a público a péssima situação que os cearenses enfrentam em trechos das rodovias federais no Estado. "O descaso não é de agora. São mais de oito anos de inverno que começam a reconstruir a estrada e acaba no inverno seguinte. Falta manutenção. As estradas de responsabilidade do meu governo já têm R$ 70 milhões assegurados para conservação e manutenção", disse Cid Gomes durante o Rally.
Apoio
Na Assembleia Legislativa do Estado, o governador encontrou apoio às críticas feitas ao Ministério dos Transportes e ao Dnit. Como prova, os deputados Roberto Cláudio, Danilo Fortes e Ferreira Aragão foram ao Rally. Mas Ferreira Aragão não pode participar por conta da morte de um ente. Os deputados federais Padre Zé Linhares e João Jaime também foram ao evento. A manifestação que culminou com o fechamento da BR-222, no Município de Umirim, foi liderado por um grupo que dar apoio ao deputado estadual Danilo Fortes naquela região. Foi mais de uma hora de rodovia fechada para o tráfego até a chegada dos primeiros carros que participaram do Rally da BR-222.
Na Assembleia Legislativa, o deputado Wellington Landim (PSB) apresentou requerimento pedindo voto de repúdio ao ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. O parlamentar acredita que esta semana, sua proposta será votada no plenário da casa legislativa e aprovada pela maioria dos deputados. Esse não é o único requerimento referente ao ministro. Na quinta-feira, o deputado Júlio César Filho (PTN) protocolou um pedido de moção de repúdio ao ministro dos Transportes.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

As Piores Estradas do Brasil por guia-quatro-rodas


1ª) BR-235 – Remanso à divisa BA/PI – BA
2ª) PA-150 – Eldorado dos Carajás a Rio Maria – PA
3ª) BR-116 – Ico à divisa CE/PE – CE
4ª) PI-140 – Itaueira a Dirceu Arcoverde – PI
5ª) BR-497 – Campina Verde a Prata – MG
6ª) BA-160 – Bom Jesus da lapa a Ibotirama – BA
7ª) BR-364 – Cacoal a Ji-Paraná – RO
8ª) BR-222 – Santa Luzia a Bom Jesus das Selvas – MA
9ª) BA-093 – Simões Filho a Dias d’Ávila – BA
10ª) MT-407 – Anel Viário de Cuiabá – MT
informações: Por Fernando Leite  http://viajeaqui.abril.com.br

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Companhias aéreas faltam a debate na Câmara sobre taxa de conforto

A discussão na Câmara dos Deputados sobre a cobrança pelo espaço entre as poltronas nas aeronaves, chamada "taxa de conforto", programada para acontecer nesta quarta-feira (27), não contou com as três maiores companhias aéreas do País: TAM, Gol e Azul. A ausência resultou no adiamento do debate.

A ação fez com que os deputados da Comissão de Defesa do Consumidor não poupassem críticas às empresas. O presidente da comissão, deputado Roberto Santiago (PV-SP), disse que a ausência é um desrespeito à Câmara e à sociedade brasileira.


Segundo informações da Agência Câmara, Santiago afirmou que é preciso discutir uma mudança que permita a convocação de dirigentes de empresas privadas que utilizem concessões públicas. “A comissão vai tomar as providências que a Constituição Federal nos garante”, disse o parlamentar.

A comissão deve discutir nesta quinta-feira (28), em reunião extraordinária marcada para as 9 horas, a possibilidade de convocação de ministro para falar sobre o tema. A taxa de conforto se refere a serviços que antes eram considerados básicos, como espaço entre as poltronas, serviço de bordo e marcação antecipada de assentos.

Debate
A audiência sobre a situação dos aeroportos do Nordeste, que acontece nesta quarta, na Comissão de Defesa do Consumidor, prossegue com debate sobre a situação do aeroporto de São Luís (MA).
Informações: Portal Viagem/UOL

Parte do teto de aeronave da Gol cai em Congonhas (SP)

Parte do teto de uma aeronave Boeing 737-800 da companhia Gol caiu na noite da última terça-feira sobre os passageiros, no momento em que o avião pousava no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo o relato de um passageiro, houve pânico após o incidente entre os 144 passageiros.

O voo G3 1399, que havia saído de Salvador (BA), tocou o solo às 20h04 - com atraso de 48 minutos. Segundo o passageiro, que preferiu não se identificar, a aeronave "deu um solavanco" ao pousar e, nesse momento, o teto despencou. Ele detalhou que o incidente atingiu principalmente a parte traseira do avião, expondo fiações, máscaras de oxigênio e parte da fuselagem. "As crianças começaram a chorar e houve pânico". Ele explicou que o comandante tentou acalmar os passageiros pelo sistema de comunicação da aeronave. "Pediu desculpas e explicou que o problema ocorrera por causa de uma falha no trem de pouso".

A Gol confirmou que o Boeing apresentou "uma vibração" após a aterrissagem. "O movimento fez deslocar painéis de iluminação sobre algumas poltronas, sem apresentar risco à segurança operacional", informou em nota. O desembarque dos passageiros ocorreu sem transtornos e o equipamento foi retirado de linha para inspeção.
Informações da "Agência Estado"

domingo, 24 de abril de 2011

Twitteiro @HugoGloss relata, via twitter, drama em avião






@HugoGloss Meu Jesus, vou morrer nesse aviao! As baterias se esgotando, vou rodar a européia ja ja nessa budega
@HugoGloss Gente, n pode sair do aviao! Se sair, tem q comprar outra passagem! Ta babado! @TAMAirlines tem q ver isso ai, hein?
@L_u_H ou deixar o povo sair do aviao! Td mundo preso, se sair tem q comprar outra passagem
@LelaGomes sdu fechou c a chuva, galeao lotou, n tinha onde pousar, veio p BH
@FePaesLeme pq tem q esperar autorizar ir pro RJ pq como fechou atrasou td! CAOS
 @HugoGloss Pois é! RT @L_u_H: @HugoGloss Affe!! Com o aeroporto não dá pra fazer nada, mas manter o povo 
@HugoGloss Estimando mais UMA hora de espera! UMA hora! E o comandante ainda fala q n é certo! @TAMAirlinesDENTRO do avião por horas? Sacanagem!
@HugoGloss Era pra chegar no RJ 21:00, vou chegar meia noite!
 @_Pavan_  @HugoGloss Relaxa. Voo da TAM é que nem Internet discada, enquanto o problema for  lentidão tudo bem, o problema é quando começa a cair.
@ninafranco @HugoGloss hj tbm voei de TAM e foi um caos. mais de 1h de espera em terra pra ver qts lugares sobravam pra dar 'carona' p/ comissários!
@HugoGloss Eu acho a Avianca a melhor! Mas n tem mtas opçoes se voo! Gol, Tam, Webjet... Ja tive problema em todas!
@HugoGloss  Portaa em automatico! Deus é paiiii!!
@HugoGloss Gloss in the sky!!! Here we go again.... Deus é more!!
@HugoGloss Sacudiu, balançou, mas pousou!!! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo!
Foto e informações: Twiitter via @HugoGloss

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Visitantes levam até cinco horas para embarcar no bondinho do Pão de Açúcar

Turistas que escolheram a cidade do Rio de Janeiro para desfrutar das praias e dos pontos turísticos durante a Semana Santa se mostraram decepcionados neste feriado. No Pão de Açúcar, houve quem demorasse cerca de uma hora na fila só para adquirir o bilhete. Em seguida, era preciso ficar cerca de quatro horas na fila para poder embarcar bondinho. A fila, que se estendeu pela Avenida Pasteur chegou ao campus da UniRio, a centenas de metros de distância.
As queixas eram muitas. A assistente comercial Adriana Voguel, 31 anos, se assustou com a confusão e quase desistiu do passeio.
“Quando eu vi a fila deste jeito, minha vontade foi pegar o avião de volta para Santa Catarina. O Rio é tão conhecido por ser uma cidade turística, mas a praia de Copacabana, por exemplo, está um lixo só. Pisar na areia é constrangedor. Dá nojo.”. E acrescentou: “Só não desisto porque meu marido e meu filho de 4 anos não querem”.
Desorganização
Já para o representante comercial Sidnei Matos, 40 anos, que chegou do Rio Grande do Sul na quarta-feira (20), o grande vilão do feriadão no Rio foi a desorganização da empresa que administra o Caminho Pão de Açúcar.
“Por que não vendem os ingressos online, ou em shoppings? Deveriam vender até mesmo nas agências dos hotéis. A gente vem conhecer a cidade e tem que perder quase o dia todo na fila. É um absurdo”, disparou o visitante.
O trio de idosas cearenses Vera Lúcia Portela, 61 anos; Maria José de Oliveira, 63;  e Luiza Mendes Rodrigues, 80;  comemorava o passeio realizado logo depois de descerem do teleférico.
“Nem acredito que conseguimos andar de bondinho hoje. Não tivemos problemas para comprar os bilhetes, porque o guia compra para nós. O problema foi a fila para entrar no bonde. Estava de matar. Para não passar mal, comprei um guarda-chuvas e usei como guarda-sol”, relatou Vera Lúcia Portela.
A Companhia Caminhos Pão de Açúcar, empresa responsável por administrar o bondinho, foi procurada para informar o número de visitantes nesta sexta e responder às queixas dos visitantes. No entanto, a empresa não atendeu às nossas solicitações.
Informações: Portal Jornal do Brasil

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cancelamento de voo impede passageiro de comparecer ao sepultamento da mãe


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT) condenou a TAM Linhas Aéreas a pagar indenização a título de danos morais no valor de R$ 7 mil a um passageiro que foi impedido de comparecer ao sepultamento da própria mãe. A decisão é da juíza da 6ª Vara Cível de Brasília e cabe recurso.
De acordo com a ação, o passageiro adquiriu uma passagem no início deste ano com destino ao Rio de Janeiro para acompanhar o velório e sepultamento de sua mãe, mas no aeroporto foi informado que o voo foi cancelado.

TAM é condenada por extravio de bagagem

A 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) confirmou sentença da comarca de Criciúma, que condenou a TAM Linhas Aéreas aindenizar um passegeiro em R$ 13,1 mil, por danos morais e materiais. Ele teve sua bagagem extraviada em um voo e teve de passar dois dias com a roupa do corpo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tam terá que indenizar passageiro por má prestação de serviço

A Tam Linhas Aéreas terá que indenizar em R$ 30 mil um passageiro  menor de idade, que chegou com atraso de mais de 20 horas ao destino final, numa viagem realizada em fevereiro de 2008. A decisão é da 2ª Câmara Cível do TJ que, em sessão nesta terça-feira, negou recurso da companhia.
O pai do menor, que na época tinha 12 anos de idade, ajuizou pedido de indenização contra a empresa aérea, alegando que o filho viajara de São Luís para Vitória da Conquista, na Bahia, mas não chegou no horário previsto, tendo pernoitado na cidade de Barreiras (BA), sem conhecimento ou consentimento dos pais, que não sabiam de sua localização. No dia seguinte, teria sido transportado para o destino final de táxi, numa viagem de mais de 500 km, sem dinheiro ou alimentação.
Sentença da 6ª Vara Cível de São Luís,  condenou a empresa ao pagamento da indenização, destacando que se trata de relação de consumo, onde a prestadora de serviços deve responder pelos fatos resultantes de defeito na atividade.
No recurso da Tam, a relatora Nelma Sarney entendeu que o atraso de mais de 20 horas e o descaso da empresa em providenciar vaga no vôo seguinte justificariam a necessidade de ressarcimento pelo dano, além de que a empresa não forneceu apoio financeiro e informação à família do passageiro.
A decisão foi por maioria, de acordo com a manifestação da Procuradoria Geral de Justiça e contra o voto do desembargador Marcelo Carvalho, que diminuía a indenização para R$ 20 mil.
Informações: O Imparcial

terça-feira, 5 de abril de 2011

Fortaleza perdeu 90% de cobertura vegetal em 35 anos


Segundo o Inventário Ambiental de Fortaleza nos anos 1968 e 2003, a cidade perdeu cerca de 90% de sua cobertura natural. Isso coloca o fortalezense em contexto de baixa qualidade de vida, pois existe menos de 4 m2 de área verde por habitante na cidade. Em 1968 a cidade tinha 66% de áreas verdes. Em 2003, o Município contava apenas com 7% de vegetação, representando uma perda de quase 90%.

Quem mora em Fortaleza sente na pele o que é viver numa cidade cheia de problemas ambientais. As agressões tanto à natureza quanto aos moradores da cidade parecem não ter fim - e nem alternativas. Na verdade, as soluções existem, apontam especialistas. E todas começam no mesmo lugar: numa mudança na forma de encarar os problemas por parte do Poder Público. Fato que está longe de acontecer. Promessas existem, mas ficam no vazio do plano das ideias, nada mais.

Sem um plano de arborização, aponta a arquiteta Mariana Reynaldo, a cidade tem perdido gradativamente os espaços verdes. As vias estão cada dia mais desnudas devido o corte de árvores de forma indiscriminada ou a queda de algumas espécies. "Isso sem falar de verdadeiros absurdos contra o meio ambiente como a destruição das raízes para a construção de canteiros ou a passagem de tubulação", aponta ela.

O fato denunciado pela arquiteta foi constatado pela reportagem do Diário do Nordeste. Em plena Avenida Jovita Feitosa, numa obra do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), operários cortaram as raízes de árvores para fazer o canteiro central. A direção do Programa não se pronunciou até o fechamento dessa edição.

A questão, aponta o engenheiro agrônomo Pedro Henrique Albuquerque, é que Fortaleza se transformou numa cidade de concreto. Na média, o município possui menos de quatro metros quadrados de área verde por habitante, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) define um mínimo de 12 m²/hab para uma boa qualidade de vida. A cidade de Maringá (Paraná), considerada referência nacional em meio ambiente sustentável, possui 13,6 m2 de área verde por habitante.

Plano

A Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) promete implantar um Plano de Arborização para "logo". Promessa contestada pela bióloga Joana Marinho. "Faz tempo que ouço falar sobre isso e entra ano e sai ano e fica por aí mesmo".

Para moradores do entorno de avenidas como a Carapinima, como a estudante Érica Araújo, não dá mais para esperar tanto tempo. "Aqui é um verdadeiro deserto do Saara sem um pé de árvore". Pelo visto, a situação tende a perdurar. A Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb) já avisou que ali, devido ao Metrô de Fortaleza, tudo ficará como está: só asfalto.

Informação essa que não surpreende especialistas como o engenheiro agrônomo Antonio Tavares, professor da Universidade Federal de Parnaíba. De acordo com ele, "parece que estamos andando na contramão da história". Como a cidade não foi planejada levando em conta a arborização urbana, aponta, existem poucos espaços disponíveis para receber árvores.

Além disso, a vegetação urbana de Fortaleza é tão irrisória que pouco pode contribuir para a melhoria do ambiente térmico da cidade. Para o professor Tavares, em seu blog "Árvores do Tavares", o problema ambiental mais grave de Fortaleza consiste tanto na falta de vegetação, quanto no manejo inadequado das poucas árvores que restam, que consiste em podas abusivas. Os canteiros criaram um problema adicional. Eles são excessivamente estreitos e impermeabilizados. As raízes precisam de oxigênio e água para se desenvolverem. O aumento da impermeabilização aumenta também os riscos de enchentes.

O vereador João Alfredo, calcula que o nosso déficit seja de três mil hectares de área verde. "Além de não termos uma política de preservação nem de arborização, muitas vezes, se autoriza, como no caso do bosque da Aldeota, a supressão de todas as árvores do terreno para empreendimentos imobiliários", aponta o parlamentar.

Nos últimos seis anos, apenas duas unidades de conservação foram criadas em Fortaleza: uma pela Prefeitura, na Sabiaguaba, outra pela Câmara, nas Dunas do Cocó, por autoria nossa. "Em suma, falta à cidade uma política pública ambiental". Segundo ele, a tendência mundial consiste em adotar modelos de planejamento e gestão urbana que seguem premissas ecológicas. "A cidade não é mais considerada como uma antítese da natureza e sim parte dela", assevera.

Sensação térmica tem razão de ser

A ocupação desordenada do solo, a ausência de arborização, a retirada da cobertura vegetal de maneira extensiva têm reflexos no clima e consequências diretas na qualidade de vida. O alerta da engenheira agrônoma, Célia Regina do Amaral, é compartilhada pelo meteorologista José Maria Brabo, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Segundo Brabo, a amplitude térmica da cidade - a diferença entre as temperaturas máximas e mínimas - vem diminuindo gradativamente. Atualmente na quadra chuvosa, explica ele, a temperatura de Fortaleza fica entre 27º a 28º. A partir de julho, já em tempo seco, o termômetro mede entre 29º e 30º.

Segundo ele, as variáveis que atuam para a sensação térmica mais quente ou fria são a umidade relativa do ar e os ventos. Quanto maior a umidade, maior o calor. Os ventos são responsáveis por atenuar esse quentura toda e eles estão sendo "barrados" tanto pela verticalização quanto pela impermeabilização do solo.

Onde existe muito asfalto e pouca arborização o desconforto térmico piora. Isso procede cientificamente, explica Brabo. É exatamente em decorrência da diminuição dos ventos e sua velocidade. Ele lembra que há uns sete anos a brisa vinha do oceano a uma velocidade média de 12 km por hora. Hoje, devido aos prédios, asfalto e falta de árvores, consegue chegar a 10km por hora. Indignada com a situação, a engenheira agrônoma Célia Regina aponta que os gestores de Fortaleza parecem ignorar que toda tomada de decisão urbana resulta em impactos ambientais para a cidade, e uma delas é o aumento sensação térmica.

Emlurb

O responsável pela poda das árvores da Empresa de Limpeza de Limpeza e Urbanização (Emlurb), Franzé Sidrão, reconhece que é preciso fazer mais do para salvar as áreas verdes. Por mês, a empresa corta, em média, 80 árvores em risco e promove a poda de 1.500.

A poda também é alvo de questionamentos. Sidrião rebate a crítica afirmando que todo o corte é realizado depois que um laudo é feito por técnicos do Distrito Ambiental de cada Regional. E diz que para cada árvore cortada, duas devem ser plantadas na cidade.


ENTREVISTA

*Fernanda Rocha

Fortaleza se expande conservando situações incompatíveis


Como a Srª avalia a falta de arborização em Fortaleza?

Trata-se de uma questão cultural: a cidade cresceu ignorando seu sitio original, negando as potencialidades existentes, pautando-se em padrões e modelos exógenos, que priorizavam aspectos à época inovadores (automóvel, indústria, etc). Além disto, vem solenemente desprezando diretrizes previstas em seus instrumentos legais. Desta forma a cidade se expande conservando situações incompatíveis com novas realidades.

Quais as espécies mais adequadas para serem plantadas em canteiros centrais e calçadas ?

Nos canteiros centrais, pode-se pensar em árvores de maior porte e até frutíferas. Já em calçadas, deve-se adequar o porte da espécie ao espaço disponível de modo a não reduzir a mobilidade.

Existe incompatibilidade entre iluminação pública e arborização em Fortaleza?

Na maioria das vezes, quando do plantio, as árvores ainda são jovens e se adaptam às condições existentes, mas com o passar do tempo, passam a necessitar de podas radicais, podendo até mesmo ter reduzido seu tempo de vida.


Informações: Diário do Nordeste

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Estrutura de aeroporto de São Luís (MA) cai e atinge pessoa

A queda de uma placa de acrílico com cinco metros de largura e dois de altura, instalada no prédio onde funciona temporariamente o aeroporto de São Luís, feriu uma funcionária da Gol na tarde deste domingo (3).
Ela caiu no chão e foi socorrida no próprio aeroporto. Segundo a assessoria de imprensa da Infraero em São Luís, a funcionária não teve ferimentos graves.
A placa de acrílico foi colocada na entrada do prédio da administração para adequar o espaço para receber passageiros, segundo a Infraero. Com o vento forte ocorrido na tarde de ontem, a placa caiu.
O local é usado há mais de uma semana como área de check-in. O terminal de passageiros da capital está interditado desde o dia 24 de março com risco de desabamento da cobertura.
Todas as operações de embarque e desembarque estão sendo feitas de forma precária, utilizando o antigo terminal de passageiros. Uma tenda foi montada em frente para abrigar os passageiros que irão embarcar.
Em duas ou três semanas, segundo a Infraero, deverão ficar prontas as duas estruturas metálicas com coberturas de lona que estão sendo montadas na área do aeroporto. Elas serão climatizadas e darão mais conforto aos passageiros, segundo a empresa.
A Infraero está adaptando o antigo galpão da Vasp para abrigar o desembarque de passageiros, com a instalação de esteiras de bagagem, que estão paradas.
Atualmente, a devolução das bagagens é feita em um balcão.
Informações: Portal Folha de São Paulo

segunda-feira, 28 de março de 2011

Acidente nas Cataratas do Iguaçu alerta para segurança


A morte de dois turistas americanos em um acidente de barco nas Cataratas do Iguaçu, na última semana, alerta para a necessidade de checar itens de segurança que costumam ser negligenciados em passeios e esportes de aventura:
Dois turistas morreram em um acidente de barco no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, na manhã desta segunda-feira. Outras oito pessoas estavam no barco, em um passeio organizado pela empresa argentina Jungle Explorer.
O capitão do barco, Mario Alberto Aguierre, 41, foi encaminhado de helicóptero ao hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR), com suspeita de infarto. Segundo informações do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, para onde ele foi transferido para tratar uma lesão no braço, os médicos do primeiro hospital descartaram problemas cardíacos.
Não há informações sobre o estado de saúde dos demais passageiros, que são da Colômbia, EUA e Alemanha. Eram cinco turistas, o copiloto e um fotógrafo. Os mortos são os turistas americanos Laura Evert, 28, e Philips Musgrove, 70.
O parque onde estão as Cataratas do Iguaçu tem 252 mil hectares --185 mil hectares do Parque Nacional do Iguaçu, no lado brasileiro, e 67 mil hectares do Parque Nacional Iguazú, em território argentino. Foi lá que o acidente ocorreu.
O barco levava turistas pelo leito do rio até bem perto das quedas d'água. Informações preliminares da assessoria da prefeitura naval de Puerto Iguazú apontam que o piloto bateu a embarcação numa parede de rocha, próxima a um dos saltos mais famosos, o San Martin.
As outras vítimas ficaram ilhadas numa pedra. A operação de resgate mobilizou os bombeiros e a Marinha dos dois países. Os feridos foram levados para o hospital Samic de Iguazú, em Puerto Iguazú, cidade argentina na fronteira com Foz do Iguaçu (PR).


As vítimas estavam em um barco de uma empresa argentina --o acidente ocorreu no país vizinho.
No Brasil, só uma empresa tem permissão para levar turistas em passeios de barco pelas cataratas. A fiscalização é feita pela Capitania Fluvial do Rio Paraná.
Segundo o parque, os barcos brasileiros vão apenas até as quedas d'água menores e não circulam no local do acidente com os americanos.
Mesmo assim, é importante usar coletes salva-vidas e verificar se a lotação do bote está dentro do limite permitido pela legislação.
A mesma recomendação serve para outro esporte um pouco mais radical, feito nas águas com correnteza.
No rafting, o mais popular entre os praticados em Brotas, no interior de São Paulo, também são equipamentos obrigatórios o remo e o capacete de proteção.
NO AR
No paraquedismo, é raro que os clientes se informem sobre a segurança, diz o diretor técnico da Federação Paulista de Paraquedismo, José Roberto Schleiffera.
"As pessoas são muito interessadas no número de parcelas e na resolução das fotos, mas quase nunca na quantidade de saltos que o instrutor já fez", afirma.
O garçom Thiago Christofoletti, 23, fez seu primeiro salto na sexta-feira em Boituva, mas não buscou informações sobre segurança.
"Se procurasse saber demais, ia acabar desistindo", afirma Christofoletti.
Ele só checou o dispositivo de disparo automático (que abre o paraquedas automaticamente se algo acontece com o instrutor) após ser informado pela reportagem.
Informações: Folha de São Paulo

segunda-feira, 21 de março de 2011

Relíquias de 5 mil anos são destruídas no Peru. Culpa da construção de canal pelo governo

Trecho do sítio arqueológico de Mauk’Allaqta, que tem urnas funerárias pré-incaicas e pinturas rupestres milenares. FOTO: CELSO JÚNIOR/AE
Caminhões e homens de uniformes e capacetes cor de laranja se movimentam ao longo do Rio Apurimac, nome dado ao Amazonas nesse trecho. São funcionários de uma empresa contratada pelo governo do Departamento (Estado) de Cusco para construir um canal de irrigação, que vai desviar as águas do Apurimac no Peru. Abaixo do canteiro, o rio se estreita para cerca de 20 metros, espremido por paredões. Os camponeses chamam o lugar de Garganta del Diablo.
A obra preocupa arqueólogos, ambientalistas e Ivan Escalante, chefe do Departamento de Turismo da Província de Espinar. No momento em que operários colocam dinamite nas rochas da margem do Apurimac, Escalante aborda o encarregado da obra. Reclama do desmoronamento de urnas funerárias pré-incaicas e do desaparecimento de pinturas rupestres. 
“Não estamos passando máquinas nas rochas”, garante Crisóstomo Lloclla. “Mas da última vez que estive aqui as urnas estavam de pé”, reclama Escalante. O encarregado diz a um subordinado para evitar o uso de máquinas perto das urnas. O funcionário ri. Desolado, Escalante começa a tirar fotos das urnas e pinturas. Um dos desenhos retrata um caçador com uma lança e dois guanacos – animal da família das lhamas que desapareceu há séculos do altiplano.
Disputa. O canal é só um dos problemas de Escalante. O governo de Espinar iniciou uma campanha para impedir que o Departamento de Arequipa construa uma represa nas nascentes do Amazonas, perto do povoado de Angostura. Orçado em US$ 400 milhões, o projeto prevê o represamento dos Rios Apurimac, Siguas e Colca para a construção de usinas hidrelétricas.
Entidades ambientalistas dizem que a obra trará prejuízos diretos para 45 mil camponeses. “Ela teria impacto imediato no frágil ecossistema do cânion de Suykutambo, onde há corredeiras, reservas e sítios arqueológicos”, afirma Escalante.
O governo de Arequipa divulga no rádio e na TV que a represa permitirá levar água a todos os habitantes do departamento. Em campanha contra o projeto, o jornal El Sol, editado em Cusco, denuncia que metade da água represada servirá à mineradora Cerro Verde, 30% irá para irrigação e só 20% para moradias.
Ronald Cordova, gerente do projeto, divulgou relatório para defender a construção da represa. Diz que o represamento tem por objetivo promover a agricultura de exportação. Prevê produção de cebola, uva e alho para a Colômbia, orégano e tomate para o Chile, cebola e alcachofra para Brasil, Estados Unidos e Europa e tomate e uva para China e Austrália. Nada para consumo dos moradores de Cusco ou Arequipa, onde quase 50% das pessoas estão na faixa da pobreza – e mais de 10% ficam abaixo dela.
Selva. Quilômetros abaixo das nascentes, o rio se separa da cordilheira e chega aos primeiros povoados da selva peruana. No distrito de Huanoquite, o Apurimac se junta ao Rio Santo Tomás. Seu cânion se agiganta em Tincocc, a mais de 350 km da nascente, no encontro com o Rio Mantaro. São 3.907 metros de altura.
A maior altitude do cânion do Apurimac, porém, fica a 495 km do Mismi, diante do Nevado Sacsarayoc: 4.691 metros. A 600 km da nascente, começa, de fato, a selva amazônica.“Estes desenhos têm 5 mil anos!”.

FOTO: CELSO JÚNIOR/AE
A quase 200 quilômetros das nascentes, chegamos a Apachaqo, sítio arqueológico a 3.800 metros de altitude, perto da margem do rio. Wilber Arenas, de 26 anos, que vive ali perto, cuida das ruínas. De graça. Sonha com a chegada de turistas, mas há oito meses o livro de visitas não registra a presença deles. 
Numa casa de sillar, pedra clara, moram Cecílio Ala, de 34, a mulher e os três filhos. São os primeiros moradores da beira do rio. Vivem da pesca. Ala diz que a melhor época de fisgar sutis e trutas, espécies típicas de rios de altitude, vai de maio a dezembro. “A época de chuvas não é boa para pescaria.”
Informações: Estadão

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pelé teme que Brasil se envergonhe da Copa de 2014


O Brasil está correndo um grande risco de envergonhar a gente na maneira de administrar a Copa do Mundo, principalmente na comunicação", disse o garoto propaganda da Copa.

Na publicidade, a função de um garoto propaganda é usar sua credibilidade para passar ao público informações sobre um produto. Nesta sexta-feira, Pelé falou sobre a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e não deu motivos para a comunidade internacional acreditar no sucesso da competição por aqui. "Vocês sabem a luta que a gente fez para conseguir a Olimpíada e a Copa do Mundo, viajando pelo mundo pedindo voto, e agora chegou um momento que está preocupando todo mundo", disse Pelé em evento de um patrocinador pessoal.
O Brasil está correndo um grande risco de envergonhar a gente na maneira de administrar a Copa do Mundo, principalmente na comunicação. Os aeroportos estão assustando mais, e não é só os brasileiros", completou o craque, que foi um dos embaixadores da campanha para que o País recebesse o Mundial.
Pelé ainda criticou a demora na definição da sede paulista da Copa de 2014. "O Brasil tem obrigação de fazer uma boa Copa do Mundo, uma boa administração, e infelizmente já está atrasando, e tem essa polêmica de São Paulo. o Campeonato Paulista é a base do futebol brasileiro, é o que deveria já estar definido e não está definido ainda", afirmou, apesar de o novo estádio do Corinthians estar sendo tratado pela organização como o palco paulista do Mundial.
O Rei do Futebol aproveitou a entrevista coletiva para falar sobre vários assuntos ligados ao futebol. Como sempre, foi polêmico. Sobre Ronaldo, afirmou que o Fenômeno não parou na hora certa. "Se eu fosse ele, teria parado um ano e meio atrás", afirmou Pelé, lembrando que, quando se despediu do Santos, da seleção e do Cosmos, saiu por cima, como campeão. "É realmente difícil (parar), para quem gosta, para quem sente o futebol. Ele foi um vencedor", completou.
A respeito da especulada saída de Paulo Henrique Ganso do Santos Pelé pediu calma: "Ele ainda está começando e fica essa polêmica de querer mudar de equipe por dinheiro. Eu conversei com o Edinho (filho de Pelé), que é supervisor lá, e disse que o Ganso está tranquilo. A gente tem a impressão que são empresários que querem vender e ganhar a comissão deles", analisou o craque.
Pelé ainda avaliou como positivas as voltas de Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo ao futebol brasileiro:"Se estiverem bem fisicamente, serão grandes figuras", garantiu o ex-jogador.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Bordado chinês afeta indústria nacional


A concorrência dos bordados feitos à máquina na China tem tirado mercado da indústria nacional e freado a expansão do emprego em cidades em que a atividade é tradicional, como Ibitinga (SP) e Nova Frigurgo (RJ), diz a Abit, associação que representa a indústria têxtil e de confecção.

O presidente da associação, Aguinaldo Diniz Filho, afirma que a importação de rendas e bordados deve fechar 2010 com crescimento de 214% neste ano, considerando o valor em dólar. Segundo ele, cerca de 80% das importações vêm da China.
Reginaldo Chohfi, dono da Niazi Chohfi na rua 25 de março, tradicional local de comércio popular na região central de São Paulo, confirma. "Bordado é tudo da China. A indústria nacional não consegue competir", afirma.
Segundo ele, de tudo que é vendido na loja, apenas 20% tem origem nacional. "E daqui a pouco não vai ter nada."
Nas lojas e camelôs da região da rua 25 de Março, é comum encontrar caminhos de mesa e tecidos em bordado feito à máquina, estilo que notabilizou Ibitinga, a 347 km de São Paulo, que se intitula a "capital do bordado".
Manoel Alves Lopes, dono da Andreza Bordados, uma das maiores fábricas da cidade, afirma que o mercado mudou nos últimos dez anos.
A máquina automatizada substituiu a manual, que precisa do comando da bordadeira. Hoje, as máquinas reproduzem os motivos em série. Lopes diz que, hoje, dos seus 2.000 funcionários, apenas quatro são bordadeiras. No passado, elas trabalhavam na indústria em dois turnos.
Lopes diz que a mudança nos hábitos de consumo também afetou o perfil das vendas. "O estampado tirou muito do mercado de bordado", afirma.
Segundo ele, nas lojas da cidade, frequentadas por atacadistas e turistas em busca de peças locais, o bordado nacional ainda é maioria. Isso porque muitos comerciantes na cidade também são industriais tradicionais, que tentam preservar o mercado.
Mas, se os lojistas de Ibitinga dizem priorizar o bordado nacional nas prateleiras, as máquinas chinesas já ganharam o chão da fábrica.
Celso Smaniotto, proprietário da Bordados Smaniotto, em Ibitinga, diz que 90% das suas máquinas de bordar vêm da China. "Há dez anos eu não tinha nenhuma."

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Queda de energia provoca apagão e deixa parte do Nordeste sem luz

RIO - Uma falha no fornecimento de energia deixa parte da região Nordeste sem luz no início desta madrugada. Internautas relatam que o blecaute deixou no escuro as cidades de Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Fortaleza, Natal, Teresina e São Luís.
Na capital baiana a queda de energia atingiu o Parque de Exposições de Salvador, onde acontece o Festival de Verão. Apenas os palcos, que funcionam com suporte de geradores, estão funcionando. Segundo informações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), divulgadas pelo jornal A Tarde, uma linha de transmissão entre Sobradinho (BA) e a cidade de Petrolândia (PE) saiu de operação, desarmando a substação da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga. O problema afetou diversas estações que alimentam o Nordeste, e a energia começou a retornar a partir da 00h30.
No Twitter, internautas já postaram fotos e fizeram relatos da escuridão em Salvador, Recife, Maceió, João Pessoa, Fortaleza, Teresina, Natal e São Luís. Enquanto o blecaute movimenta o microblog, fazendo a hashtag #apagão figurar nos Trending Topics - os assuntos mais comentados no Twitter - o site da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco estava fora do ar.
Veja alguns tweets dos internautas nordestinos:
_merrymeet
"Rompimento na usina de Paulo Afonso inunda 5 cidades e deixa o Nordeste às escuras. A situação deve perdurar por 7 dias." sério brasil? #apagao
rmcholewa (Romulo Cholewa(
Redes celulares começam a sucumbir ao trafego intenso. Redes de dados claro e vivo falhando, voz também. #apagao
Por volta de 1h40m, começaram a surgir tweets comentando o restabelecimento de energia elétrica:
Pablo Ximenes
Fortaleza com normalização parcial de abastecimento elétrico. #apagao